Relatório de Pesquisa: “Preservação e requalificação de áreas industriais: alternativas e demandas”

Pesquisador Responsável: Prof. Dr. Antonio Soukef Júnior

Equipe de Pesquisa:

1- Lara Andrade Costa: 2014/ aluna especialização / Complexo Educacional FMU- FIAM FAAM Centro Universitário

2- Marilia Palacine de Carvalho: 2014/ aluna especialização / Complexo Educacional FMU- FIAM FAAM Centro Universitário

3- Michele Madeira Sibioni: 2015 / aluna especialização / Complexo Educacional FMU- FIAM FAAM Centro Universitário;

4- Atilio Comin: 2016 / aluno graduação / Complexo Educacional FMU- FIAM FAAM Centro Universitário

5- Anna Marie Okazaki: 2017/ aluna graduação / Complexo Educacional FMU- FIAM FAAM Centro Universitário;

6- Raul Shimizu: 2017/ aluno graduação / Complexo Educacional FMU- FIAM FAAM Centro Universitário

7- Marcelo Vagner Bruggemann: 2016-2017 / aluno pós-graduação/ Programa de Mestrado Profissional em Projeto, Produção e Gestão do Espaço Urbano do FIAM-FAAM Centro Universitário

Período de vigência do projeto coberto pelo Relatório Cientifico: 2014-2017

 

1. RESUMO

As principais metrópoles passam por mudanças em seu perfil produtivo resultantes da fragmentação das atividades industriais, o que resulta na desativação de grandes áreas, em geral, próximas aos seus respectivos centros. Em consequência, surgem no tecido urbano grandes vazios que constituem um desafio no que diz respeito à sua preservação e reinserção na cidade contemporânea, de modo a responder as exigências econômicas, ambientais e socioculturais, evitando-se ocupações descaracterizadoras, fragmentadas ou motivadas unicamente por finalidades especulativas e imediatistas. A presente pesquisa tem como objetivo repensar a manutenção de antigas áreas industriais, com ênfase nos conjuntos ferroviários desativados desde a privatização do sistema ferroviário brasileiro na década de 1990, por meio da análise e avaliação de estudos de caso onde foram empregadas soluções urbanísticas que resultaram em propostas onde a preservação dos estratos preexistentes e a proposição de novos usos foram bem sucedidas, conciliando a conservação do patrimônio cultural e a requalificação de espaços degradados. Também as experiências negativas serão avaliadas de modo a estabelecer um contraponto que possa ajudar na compreensão dos fatores responsáveis pelo insucesso do projeto.

2. OBJETIVOS

1- Repensar a manutenção de antigas áreas industriais, com ênfase nos conjuntos ferroviários desativados desde a privatização do sistema ferroviário brasileiro na década de 1990, por meio da análise e avaliação de estudos de caso onde foram empregadas soluções urbanísticas que resultaram em propostas onde a preservação dos estratos preexistentes e a proposição de novos usos foram bem-sucedidas, conciliando a conservação do patrimônio cultural e a requalificação de espaços degradados. Também as experiências negativas serão avaliadas de modo a estabelecer um contraponto que possa ajudar na compreensão dos fatores responsáveis pelo insucesso do projeto.

2- Responder às atuais demandas econômicas, ambientais e socioculturais da cidade contemporânea compatibilizando-as com a preservação de áreas industriais desativadas cujo valor cultural é reconhecido pela sociedade.
3. JUSTIFICATIVAS

A preservação do patrimônio industrial passou a ser objeto de maior interesse a partir do final da década de 1950 e início da década de 1960, quando exemplares significativos, remanescentes do início da industrialização, começam a ser demolidos de maneira sistemática em várias partes do mundo, em função principalmente da obsolescência de suas estruturas, do crescimento das cidades e pelo interesse especulativo pelas áreas por eles ocupadas. Um maior empenho na preservação desse tipo de artefato deu-se, primeiramente, na Inglaterra nos anos 1950, quando aparecem os primeiros textos referentes a esse tema e onde é generalizado o termo arqueologia industrial. Em 1959, o Conselho Britânico de Arqueologia (Council for British Archaeology) inclui o estudo dos edifícios classificados como utilitários, criando para estudá-los o Comitê de Pesquisa para a Arqueologia Industrial. Segundo a definição do órgão, monumento industrial é

(…) qualquer edificação ou outra estrutura permanente, em especial do período da Revolução Industrial, que, sozinha ou associada à maquinaria ou equipamento, ilustra ou é significativamente associada ao começo e evolução de processos industriais e técnicos. Isso poder referir-se tanto à produção quanto aos meios de comunicação.

Contudo, uma maior compreensão da importância da preservação dos bens industriais ingleses e a conscientização de que seus remanescentes são parte integrante de uma herança cultural mais ampla, só ocorrerá a partir de 1962, com o desaparecimento de dois importantes exemplares desse patrimônio em Londres, a pioneira Estação Ferroviária de Euston e a Bolsa do Carvão (Coal Exchange), que possuía uma imponente cúpula suportada por uma estrutura em ferro fundido. A perda de ambas as edificações, despertou no país o interesse pela salvaguarda dos bens industriais, que passam a ser reconhecidos como dignos de proteção, do mesmo modo que as edificações e sítios arqueológicos tradicionais.

A partir de sua valorização, o patrimônio industrial, em suas diferentes fases e etapas de desenvolvimento, passa a ser estudado e reconhecido como parte do legado cultural britânico, tanto por seus atributos históricos quanto estéticos. Não é por acaso que nesse momento, crescem as sociedades, associações e publicações dedicadas à proteção desses bens. Em paralelo a essas iniciativas pioneiras, ampliava-se o debate acerca da conceituação, limites e parâmetros da arqueologia industrial. Para o pesquisador, Arthur Raistrick, a evolução dos processos industriais acompanhava, a evolução da sociedade, ao incorporar os progressos e descobertas de cada momento histórico específico. Portanto, os estudos da arqueologia industrial  não deveriam ser limitados ao período da chamada Revolução Industrial, mesmo que estes retrocedessem em cem ou duzentos anos. Para ele, o campo de análise da arqueologia industrial deveria estender-se desde os tempos pré-romanos até a atualidade, abrangendo as atividades industriais de cada respectivo período histórico, com o emprego de ferramentas utilizadas pela arqueologia tradicional, dada a grande extensão temporal do campo de estudo. Entretanto, essa expressão deveria ser aplicada somente nas ocorrências onde os métodos da arqueologia tradicional são necessários. Nos trabalhos onde houvesse somente levantamento e registro dos sítios industriais o termo a ser empregado seria industrial recording. Segundo Raistrick, não haveria um limite cronológico preciso entre essas duas vertentes e sim uma diferença de abordagem metodológica.

Na década de 1970, Buchanan ampliará o conceito de arqueologia industrial, destacando seu caráter interdisciplinar, em função do grande número de categorias industriais existentes, cada uma delas com especificidades técnicas e programáticas próprias:

Arqueologia industrial é um campo de estudo relacionado à pesquisa, levantamento, registro e, em alguns casos, com a preservação de monumentos industriais. Anseia, além do mais, alcançar a significância desses monumentos no contexto da história social e da técnica. Para os fins dessa definição, ‘um monumento industrial’ é qualquer relíquia de uma fase obsoleta de uma indústria ou sistema de transporte, que compreende dede uma pedreira de sílex neolítica até uma aeronave ou computador que se tornaram obsoletos há pouco. Na prática, porém, é útil restringir a atenção a monumentos dos últimos duzentos anos, aproximadamente, pelo fato de que períodos anteriores são tratados por métodos mais convencionais da arqueologia e da história, quanto pela grande massa de material datando do começo da Revolução Industrial.

É interessante notar que Buchanan aceita a extensão dos estudos da arqueologia industrial para qualquer período histórico ressaltando, contudo, que estes deveriam limitar-se aos últimos duzentos anos por ter sido este o período onde o processo de industrialização se acelerou de forma acentuada.

Já o historiador Neil Cossons considerará os artefatos industriais como patrimônio cultural, pois o interesse pela arqueologia industrial abrange não apenas o registro dos indícios arqueológicos que os sítios possam conter, mas inclui ainda o desejo de preservá-los por suas características estéticas. Para ele, um sentimento subconsciente coletivo de perda surge com a possibilidade de que os bens industriais desapareçam a partir da consolidação de uma nova economia que, mais uma vez, substitua as estruturas existentes, reproduzindo o fenômeno da destruição das cidades antigas, a partir da Revolução Industrial, período que assume relevância, não apenas por ser o mais recente, mas por ter criado as bases da sociedade inglesa atual, e demais sociedades industriais ao redor do mundo, ao operar mudanças tão profundas e significativas nos últimos duzentos e cinquenta anos.

Cossons, destaca também a importância da integração entre arqueologia industrial e o estudo da paisagem como um meio de entendimento das mudanças espaciais decorrentes da industrialização, do ponto de vista histórico ou técnico e também como elemento definidor do que chama de personalidade de uma dada região. Para analisá-la, destaca que não são suficientes os instrumentos tradicionais de coleta e documentação, sendo necessária a apreciação estética da paisagem, das características formais e construtivas das edificações de modo a se compreender seus aspectos intangíveis pois, mesmo que os bens que componham esse cenário não tenham grande qualidade arquitetônica, sua escala e integração com o entorno frequentemente estimulam a imaginação e os sentidos, tanto dos especialistas quanto da comunidade que convive e interage com eles.

Ao atribuir valor cultural aos artefatos industriais, Cossons reforça a existência de um componente estético tão importante quanto o valor histórico, o que torna fundamental, para efeito de preservação, a avaliação desses bens como conjuntos arquitetônicos e não apenas como edificações isoladas. O autor destaca ainda as grandes possibilidades de adaptação que esses conjuntos possuem, podendo ser transformados em escritórios, hotéis, locais para atividades turísticas, ou então, sendo mantidos como monumentos industriais in situ, o que, além de salvaguardar os edifícios, preservaria as relações espaciais e funcionais originais. Com o trabalho de Cossons, a arqueologia industrial expande-se para um estudo de bases mais amplas que extrapolam o significado estrito que as palavras arqueologia e industrial possuíam. Movimento semelhante de valorização do patrimônio industrial ocorrerá em outros países europeus entre as décadas de 1960 e 1970. A Suécia, por seu pioneirismo em preservar seu patrimônio ligado principalmente aos setores siderúrgico e de papel, ocupa posição de destaque na área. Na Alemanha o interesse pela história da indústria e da técnica desenvolve-se, principalmente nos meios universitários e institucionais.

Na França, o patrimônio remanescente da industrialização começa a ser objeto de iniciativas de valorização também na década de 1960, por meio de associações isoladas e grupos de estudos. Contudo, um interesse maior pelo tema, não ocorrerá nem mesmo com a demolição dos Mercados Centrais de Paris (Halles Centrales) ocorrida em 1971 sem causar protestos. Posteriormente, algumas iniciativas aumentaram o interesse pela salvaguarda dos bens industriais, dentre elas a criação do Centro de Documentação da História das Técnicas do Conservatoire National des Arts et Métiers, a preservação das salinas de Chaux e a inauguração, em 1974, do Museu do Homem e da Indústria em Le Creusot na região da Borgonha.

Na Itália, a documentação e a pesquisa sobre o patrimônio industrial iniciou-se no final da década de 1970, assim como em Portugal e na Espanha, cujo tema passa a ser discutido com mais ênfase em reuniões e encontros promovidos por especialistas.

Nos Estados Unidos, a demolição, entre 1963 e 1966, da Estação da Pensilvânia, um dos mais importantes terminais ferroviários norte-americanos, serviu como tomada de consciência para a importância da preservação dos bens culturais em Nova Iorque, além de estimular a discussão sobre o tema em outras partes do país. Em 1969, começa a ser feito um recenseamento em todos os estados americanos dos sítios industriais existentes sob a responsabilidade das instituições, Smithsonian Institution, Historic American Building Survey, American Institute of Architects e American Society of Civil Engineers. Três anos depois, é fundada a Society for Industrial Archaeology.

Passado esse período inicial de definição conceitual e de registro e inventário dos sítios e edificações industriais, quando havia urgência para salvar exemplares em eminente risco de desaparecimento, o estudo da arqueologia industrial entrou na fase de delimitação conceitual, tornando-se claro que a arqueologia industrial é um campo de saber flexível, que necessita, portanto, das mais diversas fontes documentais e dos profissionais das mais diversas áreas do conhecimento, de modo a se obter uma ampla representação do passado industrial da área ou dos bens em estudo.

O reconhecimento institucional da importância da preservação do patrimônio industrial ocorrerá em 1978, quando é criado The International Committee for the Conservation of Industries Heritage, TICCIH, durante o III Congresso Internacional para a Conservação dos Monumentos Industrial, realizado em Estocolmo. O TICCIH, estruturou-se como uma organização mundial para a arqueologia industrial, que fomenta a proteção, a investigação e a documentação, em todos os aspectos do patrimônio industrial, e se encarrega em promover a cooperação internacional, apoiando congressos sobre patrimônio industrial em todo o mundo. O TICCIH possui representantes e correspondentes nacionais em cinquenta e quatro países, inclusive no Brasil.

Em 2003, durante a XII Conferência do TICCIH realizada em Nizhny Tagil, na Rússia, foi aprovada a Carta de Nizhny Tagil Sobre o Patrimônio Industrial. Trata-se de um documento que sintetiza as definições feitas ao longo de várias décadas sobre parâmetros, limites e abrangência do que é considerado patrimônio industrial, além de definir a arqueologia industrial como um método interdisciplinar e não mais como uma disciplina autônoma:

O patrimônio industrial compreende os vestígios da cultura industrial que possuem valor histórico, tecnológico, social, arquitetônico ou científico. Estes vestígios englobam edifícios e maquinaria, oficinas, fábricas, minas e locais de processamento e de refinação, entrepostos e armazéns, centros de produção, transmissão e utilização de energia, meios de transporte e todas as suas estruturas e infraestruturas, assim como os locais onde se desenvolveram atividades sociais relacionadas com a indústria, tais como habitações, locais de culto ou de educação. A arqueologia industrial é um método interdisciplinar que estuda todos os vestígios, materiais e imateriais, os documentos, os artefatos, a estratigrafia e as estruturas, as implantações humanas e as paisagens naturais e urbanas, criadas para ou por processos industriais. A arqueologia industrial utiliza os métodos de investigação mais adequados para aumentar a compreensão do passado e do presente industrial. O período histórico de maior relevo para este estudo estende-se desde os inícios da Revolução Industrial, a partir da segunda metade do século XVIII, até aos nossos dias, sem negligenciar as suas raízes pré e proto-industriais. Para além disso, apoia-se no estudo das técnicas de produção, englobadas pela história da tecnologia.

A Carta de Nizhny Tagil atualizou o sentido do termo arqueologia industrial, dando-lhe mais precisão. É inegável, portanto, a contribuição do TICCIH, e de seu principal documento, na sistematização das definições, bem como na cooperação no campo da preservação, conservação, localização, pesquisa, documentação e valorização do patrimônio industrial.

Com relação à preservação do patrimônio industrial, por força da dinâmica e evolução do processo produtivo, ele possui, muitas vezes, bens com tipologias arquitetônicas diversas, agrupadas de forma a compor uma rede funcional e espacialmente voltada à produção, que devem ser compreendidos em toda a sua dimensão. Assim, equipamentos como vilas operárias, subestações de energia, galpões e armazéns ferroviários e tudo mais que fizer parte de um complexo industrial deve ser analisado em conjunto, examinando suas relações físicas e espaciais, a fim de revelar não somente seus atributos formais e estéticos, mas também os aspectos vinculados à história social e urbana. Em outras palavras, o patrimônio industrial deve ser avaliado por seus predicados históricos e culturais e isso só será possível se sua integridade for respeitada.

Rufinoni chama a atenção para o fato de nas regiões ocupadas ou influenciadas pela atividade industrial, percebermos a presença clara de um ordenamento espacial específico para o atendimento de funções produtivas que vai repercutir em toda a composição do conjunto, seja na distribuição dos edifícios fabris, seja na localização de vilas operárias e outros equipamentos urbanos, não necessariamente vinculados à qualquer indústria em particular, mas que responderão às necessidades geradas por sua presença e que por ela será influenciada, criando uma configuração própria que se transformará de acordo com a evolução dos sistemas produtivos. Tal circunstância, por sua vez, permitirá a observação de diferentes períodos da história da técnica.

Quanto aos complexos industriais de grandes dimensões que ocupam extensas áreas, se por um lado, subordinam o parcelamento do solo e o sistema viário às suas características, por outro, podem se articular a esse entorno de modo tão harmonioso, que passam a compor uma paisagem de grande qualidade formal.

Todavia, a complexidade que esses conjuntos assumem, torna difícil sua preservação, por se tratar de artefatos desativados, em geral localizados em áreas urbanas bastante valorizadas e, portanto, cobiçadas pelo mercado imobiliário, o que os deixa sob constante ameaça de destruição. O fato do patrimônio industrial ainda ser visto, sobretudo, por seu aspecto funcional, torna justificável sua destruição quando da interrupção de suas atividades produtivas.

Não é o caso de se propor a manutenção de todos os complexos industriais desativados, mas que seja feita uma criteriosa avaliação que permita a manutenção dos exemplares com significância cultural, seja por seu valor histórico, arquitetônico, urbanístico ou como testemunho do parcelamento e ocupação original de uma determinada área, seja por terem se tornado referenciais de notável presença ambiental e paisagística.

No caso de bens industriais preservados, uma questão que se observa com frequência é o modo como os trabalhos de recuperação são conduzidos pois, muitas vezes, isso ocorre sem respeito aos princípios mais elementares da teoria da restauração, seja por desconhecimento ou por desconsideração dos valores patrimoniais intrínsecos aos bens, o que poderá acarretar-lhes danos irreversíveis. Para que isso fosse evitado bastaria, por exemplo, que fossem seguidos os princípios enunciados na Carta de Veneza que define de forma clara o conceito de patrimônio cultural, que abrange, desde os monumentos excepcionais até obras modestas e conjuntos urbanos, deixando claro que o objetivo de qualquer intervenção, seja de conservação ou de restauração, deverá ser a salvaguarda de seus atributos históricos e artísticos.

Lamentavelmente, na maior parte das obras de restauração de bens industriais, nenhum dos preceitos enunciados na Carta de Veneza têm sido acatados, seja pela análise imprecisa dos aspectos materiais, formais e documentais dos edifícios, seja pela inadequação do novo uso proposto. Tal situação tem gerado projetos de intervenção que não respeitam as configurações espaciais, nem as soluções técnico-construtivas das edificações existentes, deformando-as de modo injustificável, por meio de projetos que tratam edifícios históricos como meros contentores e sem a preocupação de preservar seus elementos caracterizadores.

Segundo Kühl, isto ocorre devido ao fato de a maior parte das intervenções raramente serem discutidas à luz dos princípios que deveriam reger as ações nos bens culturais, limitando-se, por exemplo, à descrição do novo projeto, sem mencionar e fundamentar as alterações efetuadas e as possíveis destruições, que podem ser necessárias, mas sempre de maneira pontual e justificada. É importante ressaltar que quando se tem consciência das razões por que se preservar, as questões de ordem de uso ou econômicas, que estão sempre presentes, deixam de ser únicas e predominantes passando a ter caráter indicativo, concomitante, mas não determinante. São empregadas como meio de preservar, mas não como a finalidade, em si, da ação. Desse modo, é possível circunscrever mais adequadamente uma série de problemas que sempre surgem nas intervenções, como por exemplo, a inserção de elementos contemporâneos em edifícios e contextos de interesse cultural, de modo a atuar a serviço do bem e não em seu detrimento.

Outro ponto destacado por Kühl diz respeito à consciência adquirida de que qualquer ação num bem cultural depende da apreensão que um presente histórico faz dele; as respostas que oferecem dependem das questões formuladas, que variam ao longo do tempo. Portanto, a ação possui pertinência relativa, o que nos obriga a atuar com prudência, de acordo com os princípios éticos e científicos e não partindo de maneira empírica, unicamente do objeto.

Portanto, são os instrumentos teórico-metodológicos e técnico-operacionais da restauração os balizadores que, se usados adequadamente, permitem a transmissão dos objetos para o futuro da melhor maneira possível, mantendo-se preservados seus aspectos materiais, documentais e de conformação, suas várias estratificações e as próprias marcas da passagem do tempo, de maneira a continuar a exercer seu papel primordial de suportes do conhecimento e da memória coletiva.

No Brasil o estudo e a preservação do patrimônio industrial são ainda bastante incipientes se considerarmos o número efetivo de artefatos dessa natureza preservados, principalmente devido à sua pouca valorização, enquanto bem cultural, e por seus espaços, quando desativados, serem alvo de pressões econômicas e especulativas. Por outro lado, nos últimos anos, graças à difusão do tema, o interesse pelo assunto aumentou bastante, o que pode ser comprovado pelo número de trabalhos acadêmicos, debates e encontros científicos que têm ocorrido. Quanto ao estudo da arqueologia industrial, segundo Vichnewski, o primeiro trabalho relacionado ao tema surge no Brasil em 1976. De autoria do historiador norte-americano Warren Dean, a publicação trata do estudo sobre a Fábrica São Luiz de Itu, primeira unidade fabril de São Paulo a empregar o vapor como energia, analisando as circunstâncias do surgimento da fábrica, em 1869, as relações sociais estabelecidas com a cidade, a tecnologia empregada para o seu funcionamento e evolução de sua arquitetura até aquele momento.

Também na década de 1970, surge como resultado da pesquisa realizada por professores da Faculdade de Arquitetura da USP o Guia da História da Técnica no Brasil Colonial outro trabalho pioneiro na catalogação de bens remanescentes das instalações de produção de bens de consumo, como fazendas de café, engenhos de açúcar e espaços fabris urbanos. Na década de 1980, outros trabalhos de história da técnica surgem influenciados pelo tema da arqueologia industrial. Nos anos 1980 e 1990, aspectos da arqueologia industrial começam a ser debatidos em seminários e congressos estimulando o desenvolvimento de pesquisas e encontros temático sobre a preservação de bens dessa categoria. Com relação aos estudos acadêmicos, aumentaram significativamente os artigos que abordam aspectos relacionados aos conjuntos industriais, seja pelo viés da história social, da arquitetura ou dos bens que deram suporte às indústrias, como é o caso das vilas operárias, áreas portuárias, engenhos, fábricas, etc.

Outra contribuição importante para a ampliação das discussões sobre o problema da preservação do patrimônio industrial deu-se em 2003, com a fundação do Comitê Brasileiro de Preservação do Patrimônio Industrial composto por profissionais de diversas áreas e membros da comunidade acadêmica com o objetivo de alinhar o Brasil, de forma oficial, junto ao TICCIH, de maneira a contribuir nos esforços internacionais de preservação do passado industrial.

A privatização do sistema ferroviário nacional no final da década de 1990 determinou a desativação de milhares de conjuntos ferroviários em todas as regiões brasileiras34, despertando o interesse de comunidades, órgãos culturais e universidades, para o problema do que fazer especificamente com esses remanescentes. Essa preocupação, embora ainda com resultados incipientes e sem diretrizes que compreendam o problema em sua magnitude, tem resultado em iniciativas como, o tombamento de alguns desses bens (seja pelo município, estados ou mesmo pelo IPHAN), a reativação de algumas linhas turísticas ou a criação de associações cujo objetivo é buscar meios para preservar os bens oriundos das antigas ferrovias. No meio acadêmico surgiram trabalhos, dissertações e teses abordando algum aspecto dessa questão.

Com relação à produção acadêmica, embora os estudos monográficos sobre complexos industriais ou sobre determinadas tipologias tenham crescido nos últimos anos, ainda são poucos aqueles que se aprofundam na questão de forma interdisciplinar, investigando de maneira mais rigorosa, por exemplo, a inserção desses bens no espaço ao longo do tempo, suas relações com a estruturação da cidade ou do território e ainda, sua articulação com os aspectos sociais, econômicos, culturais e políticos.

No que diz respeito à proteção dos bens industriais, apesar dos notáveis avanços, há muito ainda a ser feito. Se no âmbito público aumentou o interesse pela preservação de bens industriais, havendo inclusive uma variedade de representações oriundas da indústria tombados pelos órgãos de preservação, a destruição para fins especulativos, especialmente em áreas urbanas muito valorizadas, tem causado o rápido desaparecimento de artefatos dessa natureza, antes mesmo que inventários possam avaliar os aspectos funcionais dos espaços internos, onde se organizava a produção, ou suas qualidades arquitetônicas e patrimoniais.

No caso dos bens protegidos, em muitos exemplos, o tombamento acaba sendo orientado somente pelo edifício, por conta da retirada dos equipamentos e maquinários, o que impede a reconstituição dos processos de produção e de organização do trabalho. Tampouco o entorno dos conjuntos é considerado, esquecendo-se que a construção, muitas vezes, relaciona-se com o bairro e até mesmo a cidade, configurando uma verdadeira paisagem industrial.

Muitos conjuntos representativos de nosso passado industrial encontram-se abandonados, obsoletos e sujeitos à acelerada destruição por conta das rápidas, e não planejadas, transformações urbanas. Apesar disso, mesmo com essas dificuldades operacionais específicas, inerente à sua complexidade, de sua escala, etc., não se pode deixar de buscar alternativas para documentá-los e, quando for o caso, protegê-los, do mesmo modo como é feito com qualquer outro tipo de patrimônio significativo. Se medidas concretas não forem tomadas, paisagens nucleares da identidade de bairros e cidades e conhecimentos socialmente acumulados desaparecerão sem deixar vestígios.

Diante desse quadro, a presente pesquisa procurou escolher e analisar diferentes áreas ferroviárias significativas em todo o país verificando seu estado de conservação, as ameaças a sua integridade e sobrevivência, sua imbricação com o entorno e a possibilidade de requalificação de seus espaços e integração à cidade contemporânea.

Como ressaltado, a análise não se baseou na premissa de propor a conservação de tudo, nem, tampouco, de demolir ou transformar radicalmente os espaços de forma indistinta. É necessário fazer escolhas conscientes e programadas, baseadas em um conhecimento aprofundado das áreas envolvidas e de suas construções para que os espaços mais significativos possam ser convenientemente preservados e valorizados, e isso implica certamente transformações.

Para tanto foi fundamental o estudo e análise de algumas intervenções em bens industriais de modo a verificar como foram encaradas algumas questões de suma importância em trabalhos dessa natureza, tais como: a relação antigo e novo nos projetos que envolveram restauração, a inserção da arquitetura contemporânea em contextos históricos, a descontinuidade do tecido constitutivo de alguns complexos industriais, a abordagem do tratamento de superfícies no que se refere à arquitetura industrial, dentre outros pontos.

Lamentavelmente, a maior parte dos trabalhos em remanescentes industriais incorrem no erro de considerar os bens antigos ineficazes e por isso impossibilitados de fazerem parte da vida contemporânea. Às vezes, por questões de marketing ou relações públicas, são feitas propostas  que conservam uma chaminé ou parte de uma edificação industrial como recurso de incorporar ao projeto a ideia de preocupação com a manutenção da memória, quando na verdade as prioridades da intervenção são de outra natureza.

Cabe então verificar quais os fatores que influenciam esses resultados e se é possível estabelecer critérios de análise que permitam que futuros trabalhos em bens industriais não incorram nos mesmos erros.

4. RESUMO DAS ATIVIDADES REALIZADAS

Ao longo da pesquisa, além da revisão bibliográfica do tema, da análise de estudos de caso pertinentes e da discussão dos resultados, tanto nas aulas ministradas no Programa de Mestrado Profissional em Projeto, Produção e Gestão do Espaço Urbano, quanto nas atividades desenvolvidas no Escritório Modelo da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo do FIAM-FAAM Centro Universitário, ou discussões em grupos de estudo, foi possível apresentar os resultados em eventos científicos, em entrevistas concedidas a alguns veículos televisivos e ainda por meio da publicação de resumos e artigos em anais de eventos e em periódicos científicos. Na sequência estão relacionadas todas as atividades desenvolvidas no período e que contribuíram no desenvolvimento de nossa pesquisa.

4.1. Análise crítica da bibliografia e estruturação de textos base

A bibliografia pesquisada procurou agrupar uma amostragem significativa de escritos sobre os temas de interesse da pesquisa, a saber: preservação do patrimônio urbano, experiências práticas recentes voltadas à conservação de sítios históricos em geral e de sítios de origem industrial em particular, a evolução urbana de antigas áreas ferroviárias desativadas que foram objeto de intervenção e reconversão de uso. Foram privilegiadas as referências que apresentassem significativas contribuições críticas e analíticas que pudessem embasar a análise de nosso objeto. Cabe destacar que tais análises foram desenvolvidas sob a forma de textos base que, depois de revisados, formatados e sintetizados, deram origem a artigos, material de aula e textos apresentados em eventos científicos.

A pesquisa possibilitou ainda a aquisição de uma expressiva quantidade de material documental que serviu de referência na condução de nossas análises, proposições e aulas ministradas.

4.2. Pesquisa de campo e documental

Paralelamente aos estudos bibliográficos e à elaboração de textos foram visitadas instituições onde havia possibilidade de encontrarmos material de interesse para a pesquisa. Dentre elas destacamos a Fundação Biblioteca Nacional, a Mapoteca do Itamaraty e a Biblioteca do Clube de Engenharia no Rio de Janeiro. Em São Paulo foram visitadas as seguintes instituições: Biblioteca Central da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, a Inventariança da Rede Ferroviária Federal, a Biblioteca da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos, o Arquivo do Estado, Serviço de Documentação Textual e Iconográfica do Museu Paulista da Universidade de São Paulo, o Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Ambiental e Turístico do Estado de São Paulo – CONDEPHAAT, a Biblioteca da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP, o Instituto Geográfico e Cartográfico – SP e a Hemeroteca da Biblioteca Mario de Andrade.

4.3. Livros ou Capítulos de livro publicados durante a vigência da pesquisa

Título: Actas do II Congresso de Património Industrial – Património, Museus e Turismo Industrial: Uma oportunidade para o século XXI Organizadores: VIEIRA, Eduarda; CORDEIRO, José Manuel Lopes Editora: Universidade Católica Portuguesa Ano: 2017 ISBN: 9789892072524 Texto: Os Remanescentes da SPR em Santos (Brasil) Memória e Descaso com um Patrimônio Ferroviário do País. (pp. 501-511) Autor: Antonio Soukef Júnior URL: http://citar.artes.porto.ucp.pt/pt/edicoes-citar

Título: Libro del 2° Encuentro Internacional La Formación Universitaria y la Dimensión Social del Profesional: a 46 años del Taller Total en la UNC Organizadores: BOUCINHAS, Caio; ABREU, Simone Rocha de; LAMFRI, Nora Zoila; DOBRY, Sylvia Adriana; URIBARREN, María Sabina Editora: Universidad Nacional de Córdoba Ano: 2017 ISBN: 9789503313244 Texto: #OcupeEstelita: novas formas de mobilização social. (pp. 67-71) Autor: Antonio Soukef Júnior URL: https://pt.scribd.com/document/343121742/2-Encuentro-Internacional-Taller-Total-2016LIBRO-Universidad-Nacional-de-Cordoba-Simone-Abreu

4.4. Prefácio, posfácio

Livro: Curtindo a história das cidades Título: Prefácio Autor: Marcelo Vagner Bruggemann Editora: Multicultural Ano: 2017 ISBN: 978-8567829-0

4.5. Artigos completos publicados em periódicos

Título: A diversidade dos conjuntos ferroviários brasileiros e a importância de sua preservação. (pp. 57-72) Ano: 2017 Autor: Antonio Soukef Júnior Periódico: Revista Restauro ISSN: 2527-181 URL: http://web.revistarestauro.com.br

Título: A ferrovia e o desenho da cidade Ano: 2017 Autor: Antonio Soukef Júnior Coautor: Atílio Comin Periódico: InSitu Volume III; Série Temática ISSN: 2446-9696 URL: http://revistaseletronicas.fiamfaam.br/index.php/situs/article/view/536

Título: Editorial nº 6. (pp. 07-08) Ano: 2017 Autor: Antonio Soukef Júnior Periódico: InSitu Volume III – Série 2 ISSN: 2446-9696 URL: http://revistaseletronicas.fiamfaam.br/index.php/situs/issue/view/57/showToc

Título: Editorial nº 5 (p. 07-08) Ano: 2017 Autor: Antonio Soukef Júnior Periódico: InSitu Volume III – Série 1 ISSN: 2446-9696 URL: http://revistaseletronicas.fiamfaam.br/index.php/situs/issue/viewIssue/55/pdf_

Título: Editorial nº4. (pp. 01-02) Ano: 2016 Autor: Antonio Soukef Júnior Periódico: InSitu Volume II – Série 2 ISSN: 2446-9696 URL: http://revistaseletronicas.fiamfaam.br/index.php/situs/issue/view/51/showToc

Título: Editorial nº 3. (pp. 01-03) Ano: 2016 Autor: Antonio Soukef Júnior Periódico: InSitu Volume II – Série 1. ISSN: 2446-9696 URL: http://revistaseletronicas.fiamfaam.br/index.php/situs/issue/view/49

Título: Estrada de Ferro Sorocabana. (pp. 189-198) Ano: 2016 Autor: Antonio Soukef Júnior Periódico: Jahrbuch – Institut Martius-Staden – Volume – II Série 61 ISSN: 1677-051X URL: http://www.martiusstaden.org.br/conteudo/detalhe/70/o-anuario-martius-staden

Título: The São Paulo Railway Company: Threatened Railway Heritage in Brazil. (pp. 55-65) Ano: 2016 Autor: Antonio Soukef Júnior Coautor: Antonio Busnardo Filho Periódico: Furnace Journal Issue 3 – Volume 1 – Série 3 ISSN: 2057-519X URL: https://issuu.com/furnacejournal/docs/furnace_issue_3

Título: The Workshops of the Paulista Company in Jundiaí, SP: A Threatened Railway Heritage. (pp. 714-725) DOI: 10.17265/1934-7359/2016.06.010 Ano: 2016 Autor: Antonio Soukef Júnior Periódico: Journal of Civil Engineering and Architecture – Volume 10 – Série 6 ISSN: 1934-7359 URL: http://www.davidpublisher.com/Public/uploads/Contribute/577e1eb6d3188.pdf

Título: Estrada de Ferro Sorocabana. (pp. 189-198) Ano: 2016 Autor: Antonio Soukef Júnior Periódico: Jahrbuch – Institut Martius-Staden – Volume – II Série 61 ISSN: 1677-051X URL: http://www.martiusstaden.org.br/conteudo/detalhe/70/o-anuario-martius-staden 
Título: Editorial nº2. (pp. 07-08) Ano: 2015 Autor: Antonio Soukef Júnior Periódico: InSitu Volume I – Série 2 ISSN: 2446-9696 URL: http://revistaseletronicas.fiamfaam.br/index.php/situs/issue/view/47

Título: Editorial nº 1. (pp. 06-07) Ano: 2015 Autor: Antonio Soukef Júnior Periódico: InSitu Volume I – Série 1 ISSN: 2446-9696 URL: http://revistaseletronicas.fiamfaam.br/index.php/situs/issue/view/45

4.6. Artigos completos publicados em anais de eventos

Título: Atividades Extensionistas e a Prática Experimental em Ambiente Acadêmico: a rua como sala de aula EIXO 1. Habitat, cidadania e participação Ano: 2017 Autor: Antonio Soukef Júnior Coautor: Antonio Busnardo Filho Coautor: Helena Napoleon Degreas Evento: Seminário Internacional “A Dimensão Social da Formação Profissional – após 47 anos do “Taller Total” na FAU – UNC, 1970-75”

Título: Por um ensino de Arquitetura e Urbanismo que transcenda as salas de aula Eixo 2: Formação universitária e o compromisso com os problemas sociais, políticos econômicos e culturais da região Ano: 2017 Autor: Antonio Soukef Júnior Coautor: Antonio Busnardo Filho Coautor: Helena Napoleon Degreas Evento: Seminário Internacional “A Dimensão Social da Formação Profissional – após 47 anos do “Taller Total” na FAU – UNC, 1970-75”

Título: Proposta de Requalificação da Área Urbana Denominada Cracolândia Eixo 2: Formação universitária e o compromisso com os problemas sociais, políticos econômicos e culturais da região Ano: 2017 Autor: Antonio Soukef Júnior Coautor: Ricardo Gonçalves Evento: Seminário Internacional “A Dimensão Social da Formação Profissional – após 47 anos do “Taller Total” na FAU – UNC, 1970-75”

Título: Mitopoiética do Espaço Urbano: Reencantamento do Lugar Ano: 2016 Autor: Antonio Soukef Júnior Coautor: Antonio Busnardo Filho Evento: IV Colóquio Brasil-Portugal ISSN: 2177-837X URL: http://portal.mackenzie.br/iv-coloquio-brasil-portugal/

Título: #OcupeEstelita: novas formas de mobilização social Ano: 2016. Autor: Antonio Soukef Júnior Evento: 2° Encuentro Internacional La Formación Universitaria y la Dimensión Social del Profesional: a 46 años del Taller Total en la UNC. ISBN: 978-950-33-12

Título: The Workshops of the Paulista Company in Jundiaí, SP: A Threatened Railway Heritage Ano: 2015 Autor: Antonio Soukef Júnior Evento: XVIth INTERNATIONAL TICCIH CONGRESS 2015 URL: http://ticcih-2015.sciencesconf.org/conference/ticcih-015/pages/TICCIH_book_abstracts.pdf

Título: Os remanescentes da SPR em Santos e Jundiaí: Memória e descaso com um patrimônio ferroviário do país Antonio Soukef Junior Ano: 2014 Autor: Antonio Soukef Júnior Evento: II Congresso Internacional sobre Patrimônio Industrial. Patrimônio, museus e turismo industrial: uma oportunidade para o século XXI.

4.7. Entrevistas e comentários na mídia

Título: Aos 126 anos, Avenida Paulista fica cada vez mais pop Veículo de divulgação: Jornal O Estado de São Paulo Tema: Aniversário da Avenida Paulista Data: 7/12/2017 URL: http://sao-paulo.estadao.com.br/noticias/geral,aos-126-anos-avenida-paulista-fica-cada-vezmais-pop,70002112410

Título: Depoimento sobre a história das ferrovias paulistas do passado até a atualidade para um documentário produzido para o Programa de Gestão Patrimonial da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos – CPTM Veículo de divulgação: Vídeo Institucional Tema: Patrimônio Ferroviário Data: 18/10/2017

Título: Série Avenida Paulista – Episódio 1 Veículo de divulgação: TV Gazeta Tema: Séria contando a história da Avenida Paulista Data: 12/05/2015 URL: http://www.tvgazeta.com.br/?videos=avenida-paulista-episodio-1 Título: Entrevista sobre o livro A preservação dos remanescentes da SPR em Santos e Jundiaí Veículo de divulgação: Rádio Difusora de Jundiaí Tema: Lançamento do livro sobre a SPR Data: 29/07/2014 URL: http://www.jj.com.br/noticias-3869-varejao-do-eloy-sera-um-dos-temas-do-jornal-difusora-

Título: São Paulo Railway Veículo de divulgação: Jornal Correio Popular Tema: Reportagem sobre a São Paulo Railway Data: 11/11/2014 URL: http://correio.rac.com.br/_conteudo/2014/11/blogs/leituras_interativas/220589-sao-paulorailway.html

Título: Patrimônio ferroviário demanda diálogo entre arquitetura e urbanismo Veículo de divulgação: Agência FAPESP Tema: A preservação dos remanescentes da SPR em Santos e Jundiaí Data: 10/04/2014 URL: http://agencia.fapesp.br/patrimonio_ferroviario_demanda_dialogo_entre_arquitetura_e_urbanismo/18900/

4.8. Trabalhos técnicos relacionados ou derivados da pesquisa

Atividade: Editor da InSitu, Revista do Programa de Mestrado Profissional em Projeto, Produção e Gestão do Espaço Urbano do FIAM-FAAM Centro Universitário. Período: 2014 – atual

Atividade: Elaboração de Relatório Técnico intitulado Panorama Ferroviário de São Paulo: das origens à CPTM Cliente: Programa de Educação Patrimonial da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos – CPTM Duração: 2016

Atividade: Consultoria técnica para elaboração de vídeo institucional elaborado pela Brazuca Filmes Cliente: Programa de Educação Patrimonial da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos – CPTM Duração: 2017

Atividade: Membro da Comissão Científica do I Congresso para Salvaguarda do Patrimônio Cultural Instituição: Centro Internacional para a Conservação do patrimônio (CICOP) Duração: 2017

Atividade: Membro do Comitê de Avaliação de Artigos Científicos da Association of Critical Heritage’s third Biennial Conference under the theme “What does heritage change?” Instituição: Canada Research Chair in Urban Heritage of UQAM’s School of Management, in collaboration with Concordia University and the Center for Oral History and Digital Storytelling Duração: 2016

Atividade: Membro da Comissão Científica do “XII CONGRESSO INTERNACIONAL DE REABILITAÇÃO DO PATRIMÔNIO ARQUITETÔNICO E EDIFICADO: A DIMENSÃO COTIDIANA DO PATRIMÔNIO E DESAFIOS PARA A SUA PRESERVAÇÃO”, no subtema 2 “Patrimônio dos Transportes: sistemas viários, ferroviário, rodoviário, aeroviário, trilhas, fluvial, etc. Instituição: Centro Internacional para a Conservação do patrimônio (CICOP) Duração: 2014

Atividade: Membro do Comitê de Avaliação de Artigos Científicos do III Encontro Nacional da Associação Nacional de Pesquisa em Arquitetura e Urbanismo – ENANPARQ Instituição: Associação Nacional de Pesquisa em Arquitetura e Urbanismo – ANPARQ Duração: 2014

4.9. Participação em bancas de comissões julgadoras

Título: Presidente da Comissão de Seleção de Docente FEAU/UNIMEP Instituição: Faculdade de Engenharia Arquitetura e Urbanismo da Universidade Metodista de Piracicaba – UNIMEP

4.10. Organização de eventos

Evento: III Ciclo de Debates Agenda de Pesquisa e Intervenções na Metrópole Contemporânea Instituição: Mestrados em Projeto, Produção e Gestão do Espaço Urbano Local: FIAM-FAAM Centro Universitário Data: 9 de novembro de 2015

Evento: A Comunicação e a Cidade Instituição: Mestrados em Projeto, Produção e Gestão do Espaço Urbano e em Jornalismo Local: FIAM-FAAM Centro Universitário Data: 21 de agosto de 2015

Evento: I Ciclo de Debates Agenda de Pesquisa e Intervenções na Metrópole Contemporânea Instituição: Mestrados em Projeto, Produção e Gestão do Espaço Urbano Local: FIAM-FAAM Centro Universitário Data: 26 de setembro de 2014

4.11. Participação em eventos

Evento: A Dimensão Social da Formação Profissional após 47 anos do “Taller Total” na FAU-UNC 1970-1975 Título: Atividades Extensionistas e a Prática Experimental em Ambiente Acadêmico: a rua como sala de aula Coparticipantes: Antonio Busnardo Filho e Helena Napoleon Degreas Instituição: Mestrados em Projeto, Produção e Gestão do Espaço Urbano Local: FIAM-FAAM Centro Universitário Data: 25 de outubro de 2017

Evento: A Dimensão Social da Formação Profissional após 47 anos do “Taller Total” na FAU-UNC 1970-1975 Título: Por um Ensino de Arquitetura e Urbanismo que transcenda as salas de aula Coparticipantes: Antonio Busnardo Filho e Helena Napoleon Degreas Instituição: Mestrados em Projeto, Produção e Gestão do Espaço Urbano Local: FIAM-FAAM Centro Universitário Data: 26 de outubro de 2017

Evento: A Dimensão Social da Formação Profissional após 47 anos do “Taller Total” na FAU-UNC 1970-1975 Título: Proposta de Requalificação da Área Urbana Denominada Cracolândia Coparticipante: Ricardo Gonçalves Instituição: Mestrados em Projeto, Produção e Gestão do Espaço Urbano Local: FIAM-FAAM Centro Universitário Data: 27 de outubro de 2017.

Evento: 2° Encuentro Internacional “La Formación Universitaria y la Dimensión Social del Professional – 2016: a 46 años del Taller Total en la Universidad Nacional de Córdoba” Título: #OcupeEstelita: novas formas de mobilização social Instituição: Universidade Nacional de Córdoba Local: Córdoba Data: 31 de agosto de 2016

Evento: Encontro Estadual de Arquitetos e Urbanistas no Estado de São Paulo Título: Insurgências: empreendimentos imobiliários e a luta dos coletivos – O caso da ocupação do Cais Estelita Instituição: Sindicato dos Arquitetos no Estado de São Paulo – SASP Local: São Paulo Data: 14 de novembro de 2014

Evento: Seminário de Acompanhamento dos Programas de Pós-graduação das áreas de Arquitetura e Urbanismo Título: O Programa de Mestrado Profissional em Projeto, Produção e Gestão do Espaço Urbano do FIAM FAAM Centro Universitário Instituição: Capes – Ministério da Educação Local: Brasília Data: 6 de agosto de 2015

Evento: Seminário de Acompanhamento dos Programas de Pós-graduação das áreas de Arquitetura e Urbanismo Título: O Programa de Mestrado Profissional em Projeto, Produção e Gestão do Espaço Urbano do FIAM FAAM Centro Universitário Instituição: Capes – Ministério da Educação Local: Brasília Data: 6 de agosto de 2015

Evento: II Congresso de Património Industrial – Património, Museus e Turismo Industrial: Uma oportunidade para o século XXI Título: Os Remanescentes da São Paulo Railway em Santos Instituição: Universidade Católica Portuguesa Local: Porto Data: 23 de maio de 2014

4.12. Participação em bancas de trabalho de conclusão de curso

Natureza: Doutorado Título: Canto, Vazio e Memória: ontologia e território Candidato: Rodrigo Vitorino Assunção Instituição: Pontifícia Universidade Católica de Campinas Curso: Arquitetura e Urbanismo Defesa: 5 de dezembro de 2017.

Natureza: Doutorado Título: A patrimonialização de estruturas industriais: o caso da Usina de Itatinga Candidato: Denise Fernandes Geribello Instituição: Universidade de São Paulo Curso: Arquitetura e Urbanismo Defesa: 2 de junho de 2016

Natureza: Mestrado Acadêmico Título: Bens Ferroviários de Mairinque: análise da articulação do conjunto industrial urbano e sua preservação Candidato: Rafaela Rogato Rondon Silva Instituição: Universidade Estadual Paulista – Campus Bauru Curso: Arquitetura e Urbanismo Defesa: 2 de outubro de 2017

Natureza: Mestrado Profissional Título: Arte e Rua: o projeto urbano como forma de comunicação entre a cidade e seus habitantes Candidato: Felipe de Lima Gonzaga Instituição: FIAM-FAAM Centro Universitário Curso: Mestrado Profissional em Projeto, Produção e Gestão do Espaço Urbano Defesa: 4 de agosto de 2016

Natureza: Mestrado Profissional Título: Empreendimentos logísticos em Jordanésia: produção no espaço urbano Candidato: José de Araújo Pacheco Neto Instituição: FIAM-FAAM Centro Universitário Curso: Mestrado Profissional em Projeto, Produção e Gestão do Espaço Urbano Defesa: 25 de fevereiro de 2016

Natureza: Graduação Título: Centro de Educação Ambiental Candidato: Jéssica Raimundi Instituição: Centro Universitário de Várzea Grande – UNIVAG Curso: Arquitetura e Urbanismo Defesa: 14 de dezembro de 2017

Natureza: Graduação Título: Desenho Urbano: a requalificação da avenida Couto Magalhães em Várzea Grande Candidato: Jonatah Elias Duarte Instituição: Centro Universitário de Várzea Grande – UNIVAG Curso: Arquitetura e Urbanismo Defesa: 14 de dezembro de 2017.

4.13. Orientações concluídas

Natureza: Mestrado Profissional Título: Caieiras: uma proposta para pedagogia urbana Candidato: Marcelo Vagner Bruggemann Instituição: FIAM-FAAM Centro Universitário Curso: Mestrado Profissional em Projeto, Produção e Gestão do Espaço Urbano Defesa: 21 de fevereiro de 2018

Natureza: Especialização Título: As praças na cidade contemporânea: um estudo de caso dos projetos de reforma de cinco praças da cidade de Jundiaí Candidato: Marilia Palacine de Carvalho Instituição: FIAM-FAAM Centro Universitário Curso: Gestão de Projetos de Arquitetura Data: 2014

Natureza: Especialização Título: O turismo e o patrimônio arquitetônico de Laranjeiras – SE Candidato: Lara Andrade Costa Instituição: FIAM-FAAM Centro Universitário Curso: Gestão de Projetos de Arquitetura Data: 2014

Natureza: Iniciação Científica Título: A Cidade Universitária Armando de Salles Oliveira e o Bairro do Butantã Candidato: Anna Marie Okazaki Instituição: FIAM-FAAM Centro Universitário Curso: Curso de Arquitetura e Urbanismo Data: 2017

Natureza: Iniciação Científica Título: Apropriação do Espaço Público pelo Morador de Rua: Invisibilidade e Exclusão Social Candidato: Raul Shimizu Instituição: FIAM-FAAM Centro Universitário Curso: Curso de Arquitetura e Urbanismo Data: 2017

Natureza: Iniciação Científica Título: A concepção do bairro da Água Branca a partir da ferrovia, com foco na industrialização ocorrida com o advento das Indústrias Reunidas Fábricas Matarazzo Candidato: Atilio Comin Instituição: FIAM-FAAM Centro Universitário Curso: Curso de Arquitetura e Urbanismo Data: 2016

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